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sexta-feira, novembro 09, 2012

"LUTAR PARA TER UM FUTURO"



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Num seminário aqui no Rio,o ativista françês Daniel Cohn-Bendit afirmou:"Em nossa juventude, lutamos pela liberdade pensando que, com ela, faríamos o futuro que queríamos; hoje, a juventude precisa usar essa liberdade na luta para ter algum futuro". Um bela reflexão sobre a liberdade que está geração têm e talvez por uma grande decepção com os rumos que a política nacional vêm tomando,se sente frustrada e de mãos atadas e sem esperânças.Ao contrário da geração de 1968

O ano que não terminou)que tinha muitas agendas de reivindicações,que clamavam por mudânças nos âmbitos mais variáveis,está geração parece não ter o encanto pela política dos jovens dos anos passados.O fato é que esses jovens parecem não ter esperânças de mudânças e quando isso acontece é muito ruim para toda uma sociedade,pois afinal, são estes mesmos, que irão herdar tudo isto que está aí.Como afirmou Bendit,a luta e principal agenda destes, parecem se resumir em lutar para que exista ao menos um futuro,pois desesperançosos do quadro atual,buscam antes de mais nada garantir uma colocação no mercado de trabalho,um bom salário,parâmetros que para eles bastariam.

É bem verdade,que este abatimento se dá também em algum de nós que já não somos tão jovens assim,que vimos e assistimos de tudo,mas o que nos difere destes jovens é que um dia ao menos tivemos esperânças,a mola mestra que move a vida,as mentes e o mundo,um dia ao menos acreditamos de fato numa mudânça,onde nossa própria razão de existir,se baseava nestes anseios,onde acreditavamos de verdade,que tinhamos ás rédeas de fato. Quando o próprio sentido de esquerda parece ter desaparecido da face da terra e da política, onde todos parecem ser a mesma coisa em se tratando de política,onde o herói de ontem é o bandido de hoje,a preocupação aumenta,pois esperânças, nasce e brotam de valores que atrelados a realidade contemporânea nos dão sempre a renovação de que se faz necessária para que as devidas transformações ocorram,ligado a isto é de suma importãncia que o passado nunca se descole do presente,pois a memória de uma sociedade é que o nos faz lêmbrar que erros que causaram atrasos e desgraças não devem ser repetidos de novo.

O mundo de hoje não têm a bipolaridade da época da guerra fria, é bem verdade,se foi isto que dissipou as multidões(principalmente nossos jovens) de tantas clássicas lutas,não sabemos ao certo,o que deve ser dito sobre toda está falta de esperânças destes rapazes e moças,é que nós os que tanto pregamos mudãnças e revoluções,devemos fazer antes de qualquer coisa,uma dentro de nós,de idéias,da forma de vêr e compreender o mundo e as pessoas, para que eles vejam e digam para si mesmo:"Vale a pena lutar para ter um futuro,mas com justiça social e oportunidades para todos"

OBs:1968: o Ano que Não Terminou é um livro do escritor e jornalista brasileiro Zuenir Ventura. O livro, originalmente publicado em 1989, foi relançado pela editora Nova Fronteira em 2006[1] e - numa edição revisada - pela editora Planeta do Brasil em 2008