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sábado, fevereiro 12, 2011

O Egito nosso de cada dia


Após a ressaca democrática,o Egito já começa a traçar seu longo caminho ao sufrágio universal,onde terá que dialogar com todas as correntes que acreditam e querem de fato a mudânça.Vale lêmbrar aqui que vários analistas políticos apontam que a temida Irmandade Muçulmana que no passado teve até Osama Bin Laden em seus quadros,rompeu com o radicalismo islâmico a mais de 40 anos e não é uma ameaça aos anseios democráticos dos egípcios, este grupo buscará agora uma participação maior num futuro governo democrático,é bem verdade que existem os grupos radicais,pois infelismente ideologias ortodoxas estão em toda parte, mas o citado grupo de acordo com analistas ,vai procurar no máximo fazer um grande número de cadeiras no parlamento nas eleições marcadas para setembro.Os americanos apoiram Mubarak durante esses 30 anos, pela complicada geopolítica da região, onde o Egito após um acordo de paz firmado com Israel em Camp David,em cerimônia na Casa Branca no dia 26 de março de 1979, se tornaria o único país arábe a época firmar acordo de tamanha importância, é bem verdade que para Anwar Al Sadat,custou muito caro tal apoio,pois acabou sendo assassinado,mas o acordo foi histórico,já que cimentaria de uma vez,as mágoas e o ódio gerado pela
Guerra do Yom Kippur (o Dia do Perdão, na religião judaica), que durara 19 dias, em outubro de 1973.Em Israel, Menachem Begin vencera surpreendentemente as eleições. Dele não se esperava uma adesão ao processo de paz, já que, como líder nacionalista, sempre sonhara com um grande Estado de Israel,mas a história toma rumos que muitas vezes a própria razão desconhece, e após várias conversas de bastidores o acordo de paz acabou acontecendo,onde depois da morte de Sadat, um político sem nenhuma expressão tomaria posse como novo presidente do Egito,um desconhecido chamado Hosni Mubarak, o resto da história ,a maioria de nós já conhece.